
Durante a conversa, que durou quatro horas, Paulo de Tarso reiterou a posição do Governo do Estado e as pressões que a gestão tem enfrentado. O secretário-chefe do GAC se referiu à impossibilidade de conceder o aumento salarial neste momento e da importância de se manter o diálogo aberto, chegando a um consenso.
“Não adianta aprovar um aumento agora para, daqui a três meses, a gente ter que sentar para negociar de novo. Lei é para ser cumprida, mas ela não fabrica dinheiro”, disse, se referindo ao não cumprimento, por parte do Estado, da lei que garantiu o aumento salarial à categoria. Ele pediu que os servidores entendam que está sendo feito um esforço para se chegar a um acordo. “Nós temos o dever de dizer a realidade e fazer o servidor entender que o possível está sendo feito”, observou Paulo de Tarso.
A pauta de discussões incluiu a reforma da lei que implementa o estatuto da Polícia Civil, a retirada de policiais militares e de pessoas estranhas à Polícia Civil das delegacias, retirada de presos das delegacias, a nomeação dos concursados, a permissão ao policial civil de entrar em eventos apresentando apenas a carteira da categoria, quando precisar fazer investigação no local, e a contratação de uma empresa que preste serviço de limpeza nas delegacias.


