Em Natal (RN), escolas privadas vão à Justiça para manter aulas em formato híbrido

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O decreto estadual que determinou a suspensão das aulas presenciais nas escolas para os alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio será questionado judicialmente por instituições de ensino. Foi o que afirmou, na manhã desta terça-feira (2), representante de uma das maiores escolas da cidade. O objetivo é conseguir um mandado de segurança para evitar que as instituições não sofram sanções por parte do Poder Público.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, a diretora do CEI Romualdo Galvão, Ana Flávia Azevedo, explicou que o conteúdo do decreto estadual vai de encontro ao que está determinado no decreto de Natal, que mantém a possibilidade de funcionamento das instituições de ensino em caráter presencial, e que haverá o questionamento de algumas escolas no âmbito judicial. Segundo ela, é preciso que se dê aos pais a possibilidade de escolha.

“Economicamente falando, seria muito mais vantajoso para as escolas a manutenção das aulas somente de maneira remota. As aulas presenciais não trazem benefício econômico algum para a escola, mas é papel da instituição e entendemos que estamos contribuindo para saúde e educação”, explicou Ana Flávia Azevedo.

Segundo a educadora, parte das escolas entende que o decreto da Prefeitura do Natal tem mais coerência sobre a realidade da educação. Para ela, a escola cumpre um papel importante na educação também sobre a pandemia. Além de ser um ambiente controlado. O temor é que, caso haja a regressão e suspensão de aulas presenciais, os estudantes descumpram as medidas sanitárias.

“”Pai e mãe não estão em casa na hora das aulas. Não vão ficar em casa. Infelizmente, os alunos deixam a bolinha ligada (aula online) e vão estar reunidos em condomínio, nas ruas e se aglomerar. Eles estão necessitando de relação. O espaço da escola é o segundo espaço mais seguro, porque é o mais controlado. Há um adulto para cada 17 alunos, no máximo, com todo o controle. Um espaço onde ensina, inclusive, a se proteger”, disse.

Ainda de acordo com Ana Flávia Azevedo, os pais dos estudantes que não se sentirem à vontade para mandar seus alunos para as escolas, poderão seguir com o modelo remoto, que será disponibilizado. Além disso, o rodízio entre os estudantes presentes nas salas de aula vai continuar, com número ainda menor de alunos por sala durante essa fase mais crítica da pandemia. Por isso, haverá uma ação na Justiça para que se garantam as aulas no sistema híbrido.

“Nosso jurídico está preparando um pedido para mandado de segurança para manter aulas dos adolescentes. Vamos recorrer. Não recebemos ainda a notificação. Temos ciência do conteúdo e deveremos receber isso hoje”, disse.

TN

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