Diferenças entre Natal e João Pessoa. Show, Eliana!

Nota da coluna de domingo:

jampa

 

Por quê?

Natal, banhada pelo belo Rio Potengi e abençoada pela natureza em todos os aspectos, segue involuindo no desenvolvimento? Deixou de ser a cidade com maiores exemplos para ser do já teve. Chegou ao topo dos roteiros turísticos nacionais e internacionais, e hoje sente falta dos visitantes do passado não muito distante.

Tempo

São tantos exemplos, que fica difícil até escolher alguns para citar. Quem teve a oportunidade de curtir a charmosa Cidade da Criança de antes, com igrejinha, palácio, castelo etc e pedalinhos na Lagoa Manoel Felipe, hoje sente falta da originalidade de antes, para seus herdeiros.

Outro

Nas décadas de 70 e 80, a Praia dos Artistas era o auge, com belas casas, bares e restaurantes. A grande pedida dos domingos era circular pelo calçadão, conversar e paquerar, enquanto rapazes se exibiam nos carros – a maioria dos pais. Era o chamado “Quem me quer”. Hoje o bonito deu lugar ao feio e desorganizado. Além de trânsito tumultuado.

Que coisa

De um tempo para cá, com o avanço do mar, o calçadão vive em obras de recuperação – vários trechos costumeiramente interditados. Cada obra paliativa não suporta as próximas ondas. E assim vai até o Forte dos Reis Magos, fortaleza que resiste às intempéries há mais de 400 anos.

Pois é

Mesmo com todos os gastos milionários e as constantes obras, o calçadão dos Artistas à Praia do Forte não resiste às ondas do mar. Enquanto que a quatrocentona fortaleza foi construída, inicialmente, em pau-a- pique, com varas e barreado com lama do mangue.

Pensando bem…

A impressão é de que a qualquer momento o asfalto da Av. Café Filho pode ceder. Do efeito água mole em pedra dura.

Ufa

E as constantes reurbanizações feitas na área? Só pioram. Enfeiam. O mau gosto impera. A alvenaria deforma. E tira a visão do mar. As cores, com o azul predominante, são de fechar os olhos. De tão esquisitos, quiosques são rejeitados para comercialização. E os banheiros?

Em jogo

E o campo de futebol em frente à Praia do Forte? Enquanto a comunidade cuidou, funcionava e as atividades eram constantes. Quando o poder público resolveu transformar em uma quadra poliesportiva, com o cimento que arde ao sol, a demora persegue, enquanto a comunidade fica sem o espaço para o esporte.

Ah!

Sem falar que a Fortaleza dos Reis Magos, marco na história das fortificações da orla marítima do Brasil, continua impraticável. E pensar que é considerada uma das mais importantes, belas e mais bem edificadas do litoral brasileiro. É.

Orla

E o Morro do Careca? O mais famoso cartão-postal da cidade foi sendo devastado, sem a manutenção devida, e há muito a subida ficou proibida. Ao lado, as construções foram crescendo sem que ninguém percebesse.

Nariz

E o fedor na área do Morro do Careca? Insuportável. A impressão é de que tubulações clandestinas derramam água servida para o mar.

Bom

Esses são alguns exemplos para comparar como Natal regrediu, enquanto sua vizinha João Pessoa, capital paraibana, antes propalada como o patinho feio e subdesenvolvido, hoje caminha a passos largos no avanço, seja na gestão pública, seja em investimentos privados.

Números

Não à toa, foi apontada como a quarta melhor capital nordestina em qualidade de vida, de acordo com levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro. Natal perdeu espaço e caiu para sexta. Atrás, inclusive, da vizinha potiguar Parnamirim, que aparece em quinto.

Número

Os dados são do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), levando em conta três itens: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). Nos últimos dois levantamentos (1991 e 2000), João Pessoa tinha índice de 0,551 e 0,644, respectivamente. Em 2015 foi para 0,763, mesmo patamar estagnado de Natal.

Curioso

Na orla de João Pessoa, em alguns trechos a faixa de areia é pequena, como em Natal. Todos os dias, na maré alta, as ondas batem forte na parede do calçadão. Maaasss…continua intacto.

Show

Por falar no calçadão, é bonito, limpo e pedestres respeitam a ciclofaixa. As sinalizações horizontais e verticais, de sinais de trânsito, ruas e avenidas, são bem feitas e suficientes. Caminhar é possível, sem o perigo de assaltos constantes. Policiais estão por toda parte. Na praia, alguns em motonetas motorizadas.

Legal

Lá, o poder público está construindo ciclovias nos canteiros centrais de grandes avenidas. Para não derrubar árvores, faz curvas, para desviar delas. Assim, além de preservar, ficam verde e sombra.

Aliás

João Pessoa é a segunda cidade mais arborizada do Brasil. Perde apenas para Curitiba (PR). Não à toa, a brisa é refrescante. As construções são devidamente organizadas – o gabarito dos prédios vai aumento à medida que se afasta da orla. E o mercado é promissor, de alimentação a entretenimento e lazer, de construção à indústria diversa etc. E mais.

Por Eliana Lima

3 respostas

  1. Bastante pertinente a comparação entre Natal e João Pessoa. Estive lá recentemente, fiquei roxo de vergonha de minha querida cidade Natal. Antes Jampa era uma cidade acanhada em relação à Natal. Hoje é uma cidade que cresce com qualidade de vida. Enquanto nós, natalense estamos sofrendo o processo inverso. Aliás, da a Paraíba suplanta o RN em quase tudo que vc possa imaginar. Os políticos de lá, são menos ruins do que os nossos.

  2. Passei um periodo em Joao Pessoa e adorei , o clima ,as praias, a vida em Joâo Pessoa è bem mais barato que Natal

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