Deputados de mandatos relâmpagos custarão R$ 650 milhões à Câmara Federal

dinheiro1 Deputados de mandatos relâmpagos custarão R$ 650 milhões à Câmara FederalUm salário de R$ 16,5 mil, uma verba de R$ 60 mil para gastar com até 25 funcionários, uma cota de R$ 23 mil a R$ 34 mil para cobrir despesas com passagens aéreas, alimentação, combustíveis, telefone, entre outras coisas. Auxílio-moradia de R$ 3 mil, plano de saúde, passaporte diplomático, carteira de deputado.

Todos esses benefícios garantidos aos parlamentares estão à disposição dos 39 deputados que assumiram uma vaga na Câmara durante o recesso. Em sua maioria, são deputados que assumem em substituição a secretários e ministros que tomaram posse no dia 1º de janeiro, que serão parlamentares apenas por um mês, até a posse do novo Congresso, dia 2 de fevereiro. Apenas com o salário dos “deputados de verão”, a Casa gastará R$ 643 mil em janeiro, mês de recesso parlamentar, em que não há nenhuma atividade, nenhuma sessão prevista no Parlamento, nem mesmo para discursos.

O valor das despesas geradas, no entanto, deve ser bem superior. Não estão computados aí os gastos com gabinete e os ressarcimentos das despesas, valores que só serão conhecidos após o encerramento da legislatura.

Na reportagem sobre os “deputados de verão” que assumiram uma vaga na Câmara por apenas um mês e custarão aos cofres públicos R$ 643 mil só com salários, o site Congresso em Foco abriu espaço para o peemedebista Itamar Rocha, do Rio Grande do Norte, substituto do agora secretário de Agricultura Betinho Rosado.

Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão, Rocha é, segundo os jornalistas Edson Sardinha e Renata Camargo, um peixe fora d´água.  “Nunca fui nem vereador, sempre fui líder empresarial. Esta não é a minha praia. Tive de assumir porque está na Constituição. Vou tentar usar o breve espaço aqui para encaminhar nossas preocupações e as propostas do nosso setor”, disse ele.

Itamar diz não se sentir frustrado por ter menos de um mês para exercer o mandato. “Frustração tive de não ter sido eleito, embora não tivesse grande expectativa, por ser da Paraíba, por não ter sido vereador, nem fazer parte de nenhuma família que domina a política do Rio Grande do Norte. Não sou Rosado, nem Alves, nem Maia”, contou o parlamentar-relâmpago.

Deu no Congresso em Foco

Uma resposta

  1. E nós, eleitores, temos que nos conformar com R$5 kkk … é mesmo uma palhaçada a forma como o PT ludibria o povo brasileiro.

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