
Bumerangue. Vai e volta. A princípio, estréia com Vivaldo Costa, o Papa votos da região, que o trouxe de Goiás para caçar os barbeiros do Seridó e o ungiu a Prefeito de Caicó. Governador, em 94, Vivaldo premia a então mulher de Dadá, Ivonete Dantas, em deputada estadual.
Em 98, Prefeito de Caicó, Vivaldo renuncia ao mandato para alçar vôos mais altos, candidatando-se à Câmara Federal. Dadá lambeu a rapadura:
– Agora é minha vez de estourar na política!
Nananananam, o Papa cortou o papo.
– Farei dobradinha com a filhota de Wilma, Prefeita de Natal!
Mesmo assim, Dadá lançou-se candidato e conseguiu se eleger sem o apoio do irmão chefe político. Este perde e fica sem mandato e irado com Dadá.
Em 98, mantínhamos, à duras penas, Folha do Seridó e, a minha coluna UM prevê: Se os dois irmãos saírem vitoriosos das urnas reatam a amizade, comemoram o brilhante feito, caso contrário, é um pra cada lado.
Não deu outra. Dadá tem sorte. Dois anos depois, junta-se a Álvaro Dias, então PMDB e inimigo político de Vivaldo, apóia seu ex-secretário Roberto Germano, que derrota o ex-governador que tentava voltar à Prefeitura.
Não demora muito, rompe com Germano, se afasta de Álvaro e volta ao colo do Papa no apoio a Bibi, a quem dizia detestar, e o ajuda a derrotar Germano. Mal o irmão caçula assume a Prefeitura, torna-se um crítico feroz de sua administração, anuncia sua candidatura à AL, mas, logo depois desmente.
Agora, filiado ao PHS, o empresário de cachaça grita alto e bom som:
– Agora é pra valer: sou candidato a deputado estadual!
Ei, Zéboré, primo velho do peito, vou direto como enterro de crente: Será que bebe?
Fonte: Blog do Caboré


