Biscoito, refrigerante, picolé: miudezas sofrem reajustes que chegam a 150%

De centavo em centavo, a inflação silenciosa das miudezas contamina o orçamento das famílias e ajuda a estrangular o poder de compra dos brasileiros. Quase sempre imperceptíveis, os aumentos de preço de balinhas, picolés, biscoitos, refrigerantes, cafezinhos e outros itens pagos sem esforço no dia a dia chegaram a alcançar variações de 150% nos últimos dois anos, mais de 12 vezes o índice oficial do período e cinco vezes a do tomate, o último dos vilões.

Supérfluos ou não, os produtos mais baratos vão parar no carrinho com facilidade. Embora os reajustes sejam estrondosos, o valor absoluto deles continua sendo considerado baixo, o que faz os consumidores desmerecerem a carestia. É aí, alertam educadores financeiros, que mora o perigo. “Funciona como uma goteira que esvazia a caixa d’água sem estourar o cano e sem que a pessoa perceba”, compara o consultor de finanças pessoais Mauro Calil.

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