– Estou aqui para dizer a vocês que não existe nenhuma prova contra mim. O caso está encerrado, diz o banqueiro.
– Não, o caso não está encerrado. A Justiça considerou que houve um problema com as provas. Foi um problema técnico. Não significa que o senhor não tenha cometido um crime, disse o blogueiro, na entrevista coletiva.
– Eu conheço você de algum lugar. Como é o seu nome?
– Kléber Damasceno, respondeu o blogueiro.
– Você não tinha sido demitido?, perguntou o banqueiro.
– Fui, mas agora eu tenho um blog, respondeu Kléber.
– Blog?, reagiu o banqueiro. Eu pensei que blog fosse coisa para meninas adolescentes.
E sai da sala.
– Você vai responder pelos seus crimes!, berrou o blogueiro, na direção do banqueiro.
Na cena seguinte, o banqueiro reclama, com raiva: “aqueles jornalistazinhos vagabundos!”.
Um assessor pondera: “mas, esse blogueiro pode investigar por conta própria.”
– Quem não tem padrinho morre pagão, reage o banqueiro. Qualquer coisa, eu recorro àquele meu amigo de Brasília.
Essa cena se passou no capítulo desta quarta-feira, dia 4 de maio, da novela “Insensato Coração”, na Globo, de Gilberto Braga.
O banqueiro corrupto se chama (na novela) Horácio Cortez.
A vida imita a arte.
Ou será o contrário?
O blog comenta: Basta trocar o banqueiro por alguns políticos vagabundos metidos a besta no Rio Grande do Norte e teremos um bom samba enredo.


É difícil ser artista, mais é prazeroso porque nasce da alma, e principalmente quando o artista abaixo de Deus é dono da sua. Neste mundo imundo que a lei do vale quem PODE é normal, somos esmagados por um rolo comprenssor, diariamente sem sobrar folêgo para as nossas vidas.